Diretora executiva do Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário, Regina Augusto, conta quais são os planos do fórum para 2023

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Descubra como Regina Augusto chegou na diretoria do Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário (CENP) e o que pretende implementar na sua gestão

 

O Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitátio (CENP) possui a missão de construir um espaço de diálogo e troca de conhecimentos entre entidades do universo publicitário com o objetivo de melhorar as relações comerciais do mercado. Criado em 1998, o fórum atua em todo o Brasil e Regina Augusto está a frente dessa entidade.

 

Formada em jornalismo, Regina esteve por 19 anos no Meio & Mensagem, onde atuou como diretora editorial durante dez anos. Vencedora do Prêmio Comunique-se em duas edições – 2008 e 2013-  na categoria melhor jornalista de comunicação, Regina apresentou por 15 anos o boletim Minuto Meio & Mensagem, na Rádio CBN. A jornalista acumula mais de 25 anos de experiência na comunicação e conta com exclusividade para o Nosso Meio como o CENP surgiu na sua trajetória.

 

Confira a entrevista na íntegra:

 

Nosso Meio: Como diretora do Cenp há 11 meses, o que você já conseguiu compreender da complexidade do Fórum e implementar novas iniciativas? 

Regina Augusto: Assumi como diretora executiva em março e foi uma grata surpresa me deparar com a real dimensão do Cenp e do desafio de modernizá-lo. Conheço bem o mercado publicitário por ter passado grande parte da minha carreira neste setor, e isso é um ativo importante para a gestão do Fórum. Os primeiros meses foram de imersão e revisão do estatuto da entidade, de forma a tornar tangível a evolução da entidade que deixou de ser punitiva, fechada e fiscalizadora para se tornar de fato um fórum propositivo, mais flexível e disseminador das boas práticas de mercado. O segundo ponto dessa imersão foi conhecer mais a fundo as diversas entidades mantenedoras e demais parceiros, cada qual com sua própria agenda. E por fim, alinhar tudo isso em prol da comunhão de valores: todos trabalham e atuam para o desenvolvimento e sustentabilidade deste mercado. Este é o norte do Cenp e o princípio que orientou a reorganização e atualização implementada ao longo desse primeiro ano de nova gestão. No segundo semestre, contratamos a nossa gerente de relações com o mercado, Vanessa Lopes, e ativamos nossa comunicação digital; lançamos nossas 5 Premissas, focadas em estabelecer uma entidade que acolhe modelos híbridos, dinâmicos e flexíveis pois a base da nossa indústria hoje é o cruzamento de dados, tecnologia e criatividade; e colocamos no ar a primeira temporada do nosso podcast, o CenpCast, que teve como tema central a Gestão de Mudança trazendo a cada episódio uma conversa franca e aberta com lideranças de várias áreas do nosso mercado. Pouco antes do fechamento do ano, anunciamos a volta do IAB, após três anos fora do Cenp, o que demonstra que nossa gestão focada em resgatar a relevância do Fórum está indo no caminho certo.

 

NM: Formada em jornalismo você já vivenciou grandes experiências na área. Como essas experiências lhe prepararam para assumir como diretora do Fórum?

RA: Recebi o convite do Luiz Lara bem no início de 2022 como um resgate, um reconhecimento e uma distinção. São 27 anos de atuação neste mercado, 19 anos no Meio&Mensagem, dos quais 10 como diretora editorial, além da minha experiência como empresária com a criação da Gume, uma empresa especializada em reputação e engajamento, a passagem pela Ogilvy e meu trabalho de consultora independente, mais recentemente. É uma indústria muito familiar para mim, a qual acompanhei de lugares privilegiados e ao longo de todas as recentes e intensas transformações pelas quais passou. No caso específico do Cenp, cobri como jornalista o período anterior à formação da entidade, estive muito próxima do Petrônio Corrêa, fundador e alma da associação, durante a sua primeira década. Por tudo isso, encarei o novo desafio com entusiasmo e como um resgate pessoal e profissional. E, principalmente, um desafio em total sinergia com o meu propósito de sempre atuar por um mercado mais inclusivo e voltado ao diálogo.

 

NM: Criado em 1998, como o Cenp evoluiu ao longo dos anos, para assegurar e difundir melhores práticas comerciais e defender o Modelo Brasileiro de Publicidade?

RA: O Cenp foi criado como resposta a um momento de desregulamentação do setor ocorrida na segunda metade da década de 1990, com modelo de atuação baseado no Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), que é focado na defesa da ética do conteúdo das mensagens publicitárias. Ao longo de suas primeiras décadas, o compromisso de zelar pela ética nas relações comerciais era feito de forma fiscalizadora e punitiva. Com as mudanças exponenciais trazidas pelo digital, o modelo original do Cenp já não respondia às demandas atuais do mercado e por isso a necessidade de atualizar a entidade.  Ao invés do foco apenas nas relações transacionais do mercado, ampliamos sua agenda ao propor um novo pacto de valor para o papel do Cenp, que é o de fomentar o desenvolvimento do mercado baseado em relações éticas e transparentes. Essa agenda contempla também uma visão mais plural, transversal e diversificado do mercado. Seguimos focados no fomento às boas relações comerciais, porém sabemos que hoje temos um ecossistema mais complexo, inclusive, com novos atores e novos modelos de negócios.

 

NM: Como mulher à frente do Cenp, como você pretende tornar o mercado publicitário cada vez mais igualitário?

RA: No começo da minha carreira, a maioria das entrevistas que fazia era com homens e eu participava de reuniões onde era a única mulher. Naquele momento, eu não tinha a consciência que temos hoje, em relação à questões de gênero e raça, isso é mais recente e, felizmente, a sociedade têm evoluído neste sentido. E a indústria publicitária por construir subjetividades e representações deve acompanhar também essa evolução. A pauta da Diversidade & Inclusão tem sido objeto de estudo para mim ao longo dos últimos anos e essa pauta também começará a ocupar lugar na agenda do Cenp.

 

NM: Vi que além de diretora do Cenp, você atua como: facilitadora do Hyper Island Brasil, professora, curadora no Meio & Mensagem, apresentadora do ‘Engole essa’, guardiã do AngelUs e fundadora da Palavra Com. Quanta coisa! Como você consegue atuar em tantas frentes?

 RA: Nessa lista não está o papel central da minha vida que é o de mãe de um adolescente e de uma pré-adolescente: o Theodoro e a Candy! O Cenp vem na sequência, ocupando meu tempo integralmente. Nesta lista do LinkedIn, algumas dessas frentes já não estão ativas nesse momento e outras eu exerço em horários alternativos – estamos falando de noite, feriado e final de semana. Essa pluralidade de atividades está ligada a uma grande inquietação que tenho de sempre me manter atualizada e pelo fato de estar há muito tempo em atividade eu ser demandada para atuar em diferentes frentes. Na área de educação, por exemplo, eu aprendo muito com programas ligados à Diversidade & Inclusão, nos quais tenho participações pontuais em alguns cursos da Hyper Island e da Miami Ad School.  

 

NM: Para 2023, quais serão as novas iniciativas do Cenp?

RA: O Cenp completa 25 Anos em 2023 e estamos planejando uma jornada especial de iniciativas ao longo do ano para contemplar esse momento de virada da entidade. Essas iniciativas vão contemplar o tripé de conteúdo, eventos e relacionamento com o mercado. A principal iniciativa desse projeto de 25 Anos será um grande Fórum, que anunciaremos em breve e que no segundo semestre contará inclusive com uma edição regional, no Nordeste. Seguimos com importantes indicadores como o Cenp-Meios, uma análise dos investimentos em mídia do mercado feito por agências, os novos comitês e grupos de trabalho, que são fundamentais para geração de conteúdo e análises do Cenp. Além de duas novas temporadas do CenpCast ao longo do ano.

 

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